VLI INAUGURA ESTAÇÃO DE MEMÓRIAS DE AGUAÍ NO PRÓXIMO DIA 26

Atualizado em: 22/05/2026 – 15:52.

Contar a história da ferrovia, que faz parte do patrimônio local, é o objetivo da iniciativa

Para preservar a memória ferroviária, que faz parte do patrimônio material e imaterial de diversos municípios, e também criar espaços para que as novas gerações conheçam a história da ferrovia, a VLI – administradora da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) –, em parceria com a AIC – Agência de Iniciativas Cidadãs e a administração municipal de Aguaí, no estado de São Paulo, inaugura no próximo dia 26, às 10h, o Estação de Memórias de Aguaí, cidade que está no Corredor Sudeste da FCA. A exposição, que terá visitação gratuita, está instalada na Rua Major Braga, 472, Bairro Jardim Primavera.

O Programa Estação de Memórias registra e difunde as memórias das pessoas sobre o passado, a partir de um processo de cocriação com as comunidades. Encontros e entrevistas identificam casos, lembranças e histórias de quem vivenciou o vai e vem dos trens. Esse conteúdo é transformado em espaços expositivos, montados na estação.

A gerente-geral de Sustentabilidade e Comunicação da VLI, Danny Marchesi, destaca que preservar as histórias para a presente e futuras gerações integra o compromisso da companhia de deixar legado e compartilhar valor com a sociedade. “A preservação do patrimônio histórico e da memória ferroviária é um dos pilares da estratégia de atuação social da VLI. As ferrovias foram essenciais para o desenvolvimento econômico e social de muitas cidades brasileiras, moldando suas identidades, como é o caso de Aguaí. A companhia se orgulha por fazer parte da história deste município e promover a celebração e a preservação dessas memórias”, frisa.

História

O Estação de Memórias de Aguaí é um espaço expositivo dedicado à memória ferroviária do município. O objetivo é contar as histórias que envolvem a ferrovia desde as primeiras locomotivas que passaram pela cidade, em 1887, até os dias atuais. O memorial se dedica a contar a história dos aguaianos, a relevância do trabalho ferroviário e as manifestações culturais no entorno das estações.

Para contar todas essas memórias ferroviárias, a expografia é composta por uma linha do tempo, jogo da memória, personagens inspirados em figuras locais, entrevistas em vídeo, objetos cenográficos, entre outros elementos. O espaço foi desenvolvido para ser uma imersão na história da cidade, destacando a chegada dos trilhos de ferro e o desenvolvimento da cidade a partir disso. Os festejos da cidade como bailes, bandas de música e carnavais, aparecem para complementar a exposição.

Algumas particularidades da história ferroviária local ganham destaque por meio dos relatos de quem conviveu com os trens, como a movimentação no entorno da estação, entre outros importantes acontecimentos. A expografia em Aguaí, construída de forma colaborativa, incluiu a identificação de cerca de 200 fotografias, além de nove objetos e documentos históricos. Ao todo, foram realizadas 14 entrevistas em áudio e quatro oficinas colaborativas, que contaram com a participação de mais de 40 voluntários.

Segundo a coordenadora-geral do projeto pela AIC, Gislaine Gonçalves, a chegada da ferrovia, em 1º de janeiro de 1887, transformou a então vila de Cascavel (antigo Pouso do Itupeva e ponto de parada no Caminho dos Goyazes), que viria a dar origem ao município de Aguaí. “A implantação da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, da construção da Estação de Cascavel e criação do Ramal de Caldas foram decisivos para o desenvolvimento econômico e para a dinamização da vida social, consolidando o local como um importante entroncamento ferroviário. As viagens de trem de passageiros, as vendedoras de frutas com seus cestos cheios na plataforma e o apito das locomotivas deixaram marcas profundas na história e na memória afetiva de seus habitantes, hoje registrada e difundida no Estação de Memórias Aguaí”, frisa.

A iniciativa faz parte do programa homônimo da VLI, realizado pela AIC – Agência de Iniciativas Cidadãs, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, e conta com o apoio da Prefeitura de Aguaí.